30 de set. de 2011

MULHERES QUE PASSARAM PELA MINHA VIDA

Dia da Secretária, Lembrei todas as secretárias do lar, que  passaram pela minha vida.
         
Dona Conceição, mulher magra alta, apesar da idade, era uma mulher linda, parecia aquelas atrizes do cinema mudo. Quando a mãe precisava, ela ficava com a gente, (gente aqui é = eu e minhas duas irmãs). A casa dela era gostosa, com um pequeno quintal onde tinha de tudo; pé de café, horta, balanço pra gente brincar. Tinha também o Seu João, espanhol. Nos ensinou que sopa a gente toma acompanhado de um pãozinho. Era bom ficar naquela casa com aquele casal tão amado, e ser sempre tão bem cuidado.
Dona Ana (falávamos DONANA), mulher grande de traços fortes, pele clarinha sempre rosada, solteira sem filhos, tinha um irmão caçula, Rafael a quem ela amava e cuidava como fosse seu filho. Donana transferia para nós toda sua capacidade de amar. Foi ela quem nos levou, (eu e minhas irmãs), ao circo pela primeira, e muitas outras vezes, cirquinhos mambembe, era o máximo! Adorávamos suas histórias de assombração, morríamos de medo, mas era uma delicia!  

             Vó Joana, mulher miúda, bem negra, usava roupas brancas impecavelmente limpas, fosse verão ou inverno, não dispensava  as meias brancas. Até hoje penso: será que ela parecia mais negra por só usar  roupas brancas. Ou as roupas pareciam mais brancas por ela ser negra. Ela era linda! Apesar do avançado da idade, tinha a pele lisa não se via uma ruga. Os cabelos, não sei que cor eram, um lenço  os cobria sem mostrar um fiozinho que fosse. Quando ela veio pra nossa casa, já éramos grandinhas, e ela bem velhinha, não aguentava muito o tranco do serviço doméstico. Mas como boa mineira cozinhava que era uma coisa. Minha mãe ficava doida, a vó Joana nos mimava demais. Era bom demais.
             Tia Inha, uns tempos nossa Tia, irmã da minha mãe, ficava em casa e “cuidava” da gente, Ela 10 anos mais velha que eu, quando ”cuidava”  de nós era uma mocinha de 16 ou 17 anos.  Era o paraíso; buscava a gente no colégio e comprava um montão de sorvetes, fazia brigadeiro e a gente se acabava. Pudim de leite moça, hummmmmm. Sem contar que era (e ainda é) o carinho em forma de pessoa.
            Dona Maria Gomes, nos ajudava quando já éramos “mocinhas”, nessa época eu trabalhava e estudava, e a Dona Maria muito nos ajudava, principalmente na faxina pesada. Era jovem, mãe de quatro filhos, um sorriso tão bonito, era impossível não admirar, aquela jovem mãe, vivendo com tanta dificuldade, tão trabalhadeira, tão alegre. Depois que eu e o Cley nos casamos, ela ia no nosso AP, a dava a maior força na faxina e ainda fazia um frango no forno com maionese e parmesão ralado, que muitas vezes tentei fazer. Nunca ficou igual.
Muitas mulheres passaram pela minha vida; na casa dos meus pais e depois na minha casa. Tantas especiais, ainda hoje me emociono ao lembrar, ficaram por um tempo, participaram das nossas vidas e depois foram embora....
 Um recado para Sueli (shueli), hoje não falei de voce, quando tiver passado pela minha vida, conto uma historinha..
(A Shueli cuida da minha casa, queria todos os dias, só da pra $ pagar uma vez por semana,)

23 de set. de 2011

ORATORIO



Na minha infância, meus pais eram evangélicos (uma doutrina muito rígida), até para a década de 60. Era proibido, cortar os cabelos, usar maquiagem, ter imagens de santos, beber, fumar, sexo antes do casamento e por aí vai uma lista enorme.                                            Muito me incomodava, ver as mulheres com seus cabelos enormes, (chegavam até a bunda),  pernas cabeludas cobertas por saias enormes, e o pedaço que se via de perna, era coberto  pela penugem amassada pela meia fina de nylon, (uma visão do inferno). Por sorte minha mãe dava um jeitinho, para que o nossos cabelos não passassem da altura dos ombros, também aprendemos usar “Gilette”, muitas  vezes resultava em alguns cortinhos.
Passando da infância para a adolescência, (anos 70), Aí era dureza...  Todas as meninas do colégio usavam saias (azul marinho pregueada) três dedos acima dos joelhos, eu e minhas irmãs (as de sangue e as da igreja) usávamos nossas saias quatro dedos “abaixo dos joelhos”. Tínhamos uma técnica especial, assim que saíamos do alcance dos olhos de nosso pai (pai aqui da terra), enrolávamos duas ou três vezes o coz (cintura) da saia e como num milagre de Deus, as saias encurtavam, a técnica era boa, mas tínhamos que ficar atentas, para  parte da cintura não desenrolar e a saia ficar  torta.  
 Todo esse papo, para falar do assunto religião. Eu detestava ser evangélica, aquela doutrina rígida, conflitava muito com minha alma livre. Lembro que nosso colégio era vizinho da igreja católica da cidade, em dias de provas e exames todos iam a igreja rezar. Eu também ia, não sabia rezar o Pai Nosso nem a ave – Maria, era meio estranho tantas imagens, que para mim pareciam gigantescas. Mas eu me sentia bem, era bem mais católica que evangélica.
 Com o Cley, conheci outra igreja, aos 23 anos me tornei Lutherana, igreja evangélica, (por ser a primeira a se separar da Igreja católica), tinha um grande diferencial das igrejas evangélicas que eu conhecia. E algumas semelhanças com a Católica (que tanto me encantava). 
Nada mais era proibido, podia tomar minha cervejinha, ir ao cinema, ter TV em casa, usar mini saia, dançar. Enfim, tudo que faz bem e nos deixa feliz.    
Nos períodos de grande tristeza, ao enfrentar problemas (momentos pelos quais todos nós passamos, mais dia menos dia). A oração apenas não me bastava, era muito Pai Nosso muita Ave Maria, e ainda faltava algo; acendia  vela,  levava comigo um tercinho.
Me sentia “culpada”, parecia que meu pai o Sr. Joaquim me olhava e censurava, e todos os Lutheranos do mundo também. Conversando com minha cunhada – irmã (ela é catequista, esposa e mãe de Pastor), Ela disse: muitas vezes, principalmente em momentos de grande sofrimento, sentimos que só a nossa Fé não é o bastante, precisamos de algo   paupável, Isso tranqüilizou meu coração Lutherano  (com um pedacinho católico).
A algum tempo tenho em  casa, junto a foto do Cley (lutherano e foi coroinha quando criança)meu  “tercinho”,  tão delicado e discreto com aquele pequenino crucifixo pendurado.
Ontem coloquei um oratório, (sem culpa nenhuma),
é a parte da minha Fé que posso ver.  
Um lugar para todas as manhãs  pedir
a "Deus que me acompanhe, e me cuide". 
O oratório da foto foi pintado pela Karen Lee,
uma jovem artesã, que a meu pedido,
o fez como os do norte e nordeste, em cores fortes e vibrantes.

7 de set. de 2011

Dr. SOCRATES "MAGRAO"

                                               
O Dr. Sócrates esta doente.
Tathi comenta ficar mais triste, o “Dr”. faz lembrar o Cley,  a semelhança não é tão grande,  mas o tipo físico, altura, cabelos e barba, realmente lembra muito o Cley.

Quando já se passou por intermináveis idas e vindas,a tantos hospitais. quando se lutou durante anos contra uma doença. A lembrança dos dias de grandes esperanças, dias de medo e grandes frustrações é uma constante.
Passar por tudo isso, nos faz mais sensíveis a essas notícias.
Impossível não ficar com meu coração apertado. O Dr. Está doente, novamente hospitalizado.   

Craque da bola, jogador elegante, Cidadão articulado e politizado, realmente um cara bom de bola, bom mesmo! Suas jogadas elegantes, marcava gol de cabeça, de falta, e a elegante jogada de calcanhar. A sua maneira de comemorar um gol frustrava qualquer torcedor apaixonado, comedido, levantava o braço bem acima da cabeça, (nem um salto, nem uma corridinha, nem uma dança) enfim, assim era Sócrates no campo.  
Grande defeito JOGOU MUITO NO CORINTHIANS.
Ainda bem que seu maravilhoso Irmão Raí (a quem ele se refere como o pivete), também jogou MUIIIIIIIIIITO. . . .no  SÃO PAULO).
O “Magrão” jogou no (não vou citar de novo aquele time alvo e negro), e finalmente Flamengo e Santos, onde encerrou a carreira.  
O Dr. Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, cidadão brasileiro da maior qualidade, ativista constante nas campanhas pelas “DIRETAS JÁ”. / Um dos idealizadores da Democracia Corinthiana.
Quem não o viu jogar, procure por VTs, vale a pena ver.
Vejo algumas semelhanças entre Cley e Socrates,
O Cley também jogava muiiito  (futsal), era magrão, politizado, cabeludo, barbudo, narigudo, comedido nos seus gestos e muito  elegante. 
Também chegadinho num mé
Mé = cachacinha, cervejinha, gorozinho, etc.
Para o “doutor” Magrão, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o  meu coração apertadinho.  Saúde Dr.
Informações pessoais
Nome completo
Sócrates Brasileiro Sampaio
de Souza Vieira de Oliveira
Data de nasc.
19 de fevereiro de 1954 (57 anos)
Local de nasc.
Altura
1,91 m 85 Kg
Apelido
Calcanhar de Ouro
Doutor Sócrates
Magrão
Informações profissionais
Posição
Clubes profissionais
Anos
Clubes
Jogos (golos)
 ?? (101)
297 (172)
25 (6)
25 (6)
23 (7)
0 (0)
1 (0)
Seleção nacional

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (Belém, 19 de fevereiro de 1954), o Doutor Sócrates, Doutor, Magrão, mais conhecido como Sócrates, foi um dos melhores jogadores de futebol do Brasil e um dos maiores ídolos do Corinthians ao lado de Luisinho, Cláudio, Roberto Rivellino, Neto, Marcelinho Carioca dentre outros. É irmão de Raí, outro famoso futebolista. Hoje exerce a medicina, além de ser articulista da revista CartaCapital e comentarista do programa Cartão Verde da TV Cultura.

18 de ago. de 2011

BANQUINHO e MOCHINHO












 Curto muito decoração, mais odeio de casas iguais as das  revistas; (confesso  tiro  idéias da revista casa e jardim). Meu negócio é inventar  coisas, aproveitar peças velhas (antiguidade não, pois custam muito caro).  Comprei dois banquinhos, um pedaço de “chitão”, um retalho de manta acrílica; com ajuda meu parceiro  grampeador, (corta aqui, dobra ali, muito grampo, e algumas bolhas mão). Prontinho! Dois banquinhos bem “simpáticos”.   
            Isso me fez lembrar uma historia de banquinhos, “mochinho” como dizem os gaúchos, era um velho  mochinho largado no quintal, bem  acabadinho o coitado. No carão pedi o desprezado banquinho, pra minha mana  Cleise; a idéia era eu fazer uma mesinha.  
            Não posso ver uma peça de madeira largada num canto, já começo imaginar o que posso fazer para aproveitar.  Ganhei o mochinho feio. Não importava o quão acabado ele estava,  era só eu lixar bem, ia ficar muito legal.
Meu querido sobrinho Felipe, naquela época tinha mais ou menos sete anos, e seu amigo inseparável  Rodrigo, logo se prontificaram a lixar o banquinho para a “Tia Nice”, e os dois meninos trabalharam duro, lixando cada cantinho, e pouco tempo depois me entregaram o banquinho, (orgulhosos pelo trabalho feito). Ficou perfeito! Clarinho, sem uma pintinha que fosse do verniz antigo.  Apliquei extrato de nogueira, um tabuleiro de xadrez virou o tampo para a mesinha. Eu adorei o resultado final. 
Quando me mudei para um AP menor, me desfiz de muitas coisas, mas a minha mesinha / mochinho. Está lá, num cantinho especial. Assim como estão no meu coração, num lugar muito especial, o meu querido Felipe e seu fiel escudeiro Rodrigo.  Não preciso olhar aquele banquinho para me lembrar deles. Mas olhando aquele mochinho que virou mesinha, fico muito emocionada com a lembrança daqueles dias, quando os meninos me entregaram o trabalho feito, ainda posso ver seus olhos brilhantes, cara de gente orgulhosa pelo bom trabalho realizado.   Penso com certa tristeza e muitas saudades dos meus sobrinhos- crianças.  Quando os nossos pequenos crescem, e vão para longe, sentimos saudades de vê-los crianças 
Saudades por não conviver com os homens que eles são hoje, tendo suas vidas tão longe de nós.
Muitas saudades dos nossos meninos,
Muito orgulho homens que se tornaram.

Meu amor  aos meus sobrinhos, (eric, margos, kel, Jô, valtinho, livia e biel).
Hoje especialmente meu amor e admiração ao Lipe.
Pela sua coragem e superação.  Saudade diária e meu amor eterno. 


28 de jul. de 2011

O VIOLÃO E O APLIQUE










Em 1970, eu, aos17 anos (não façam as contas até 2011), viver na década de 70 foi um grande privilégio. Fizemos historia; movimentos estudantis, feminismo, nossos contemporâneos eram exilados e operários, décadas depois chegaram à presidência da republica; inicio de carreira de Caetano, Chico, Gal, enfim, anos 70 foram riquíssimos em mudanças, culturais, musicais e políticas.
Lá estava eu aos 17 (lembro a canção de Mercedes Sosa),

Bonita nunca fui, diziam sempre: você é  “simpática, inteligente”, nunca ouvia nem mesmo  um bonitinha. É bom ser simpática, inteligente, engajada politicamente, etc., (pelo menos eu poderia ter um cabelo Bonito). Aos 17 em 70, era nosso sonho  ter os cabelos lisos, isso não mudou muito em 2011.
“Naquele tempo” não existia progressiva, chapinha, relaxamento. Era uma loucura!

(Perdi um tempão tentando achar no Google um tipo de fixador similar ao gel para cabelos, que eu usava, ( pronunciava- se deeptedoo), não achei...)

            O senhor Google me mostrou outros produtos:- GINGERALE, CEREJINHA, SEVEN UP, (refrigerantes), as “pomadas“ MINANCORA, ANTISARDINA, o SHAMPOO HALO, e tantos outros.
Voltando as possibilidades de eu ter cabelos lisos e lindos aos 17anos. Quem viveu nessa época, lembra de como fazíamos “TOUCA”, esticando os cabelos molhados em volta da cabeça, trocar os lados cuidadosamente para ficar bem liso, usar uma meia fina, para os grampos não marcarem os cabelos. O resultado eram cabelos lisos, nada que se compare a uma progressiva, mas o resultado era aceitável....  
Tinha também um produto chamado Welin ou Velin,
Segredo: Aplicação do velim + uma touca bem feita = cabelos lisos.

Dois grandes problemas tiravam o meu sono, meus rebeldes cabelos e a vontade de aprender tocar violão. Quando se tem 17 anos os problemas são enormes.
 Quanto à rebeldia dos meus cabelos minha mãe resolveu com sabedoria, no aniversário ganhei um APLIQUE, de cabelos naturais lisos muito lisos. (deve ter custado uma nota preta).  Um sonho realizado, prender os meus cabelos bem esticadinho, colocar meu APLIQUE, pronto! Cabelos maravilhosamente LISOS, Para completar o visual um grande estoque de lenços e tiaras para esconder a emenda entre o cabelo natural e o aplique, sem contar os meus enormes óculos de aros finos e redondos.
Uma verdadeira espécime dos anos 70.

Síndrome dos cabelos crespos resolvida, (eu preferia ter ganhado o Violão), quem sabe hoje eu seria uma dinossauro do roque, de alma e cabelos rebeldes.

Outro dia não sei como lembramos MEU APLIQUE, minha mãe comentou tristemente, o quanto se arrependia por não  ter me presenteado com um violão naquela época.

“Não aprendi tocar violão, não virei roqueira e os meus cabelos continuam os mesmos”.  

Minha lembrança a Amy Winehouse, que fez do aplique (nada liso) sua marca registrada, e é bem provavel que um dia ganhou um violão ou uma guitarra.



14 de jul. de 2011

MINI TABUA DE PASSAR

MINI TABUA DE PASSAR ROUPA.   
                      Nasci em 1953, como toda menina “da minha época”, fui educada para ser uma boa dona de casa, não fui para escola de prendas domésticas, mas aprendi fazer tricô, crochê, bordado em ponto cruz, aprendi também cozinhar, lavar, passar; e tudo mais que deve saber uma boa Dona de casa.  Por sorte, nos idos dos anos 60, minha mãe, naquela época, já trabalhava fora, nos preparou também para uma vida profissional, (ela mesma me arrumou o meu primeiro emprego), nos ofereceu um bom colégio. Enfim tivemos acesso à boa educação (o que não quer dizer que sou bem educada).
                    Gosto do trabalho (exceto nas segundas - feiras, eu já acordo mal humorada).  Também gosto dos afazeres domésticos; cozinhar, limpar, lavar. Não sou muito organizada, mas gosto de cuidar da minha casa, Deixar a casa cheirosa, arrumadinha, principalmente quando vem visita.(rs). Não reclamo de pilotar um fogão, mesmo que cozinhe só para mim.
                     Falando com toda franqueza eu odeio é passar roupas, fiz de tudo para tornar a tarefa menos chata, já comprei produtos especiais, pensei em comprar uma prancha elétrica de passar roupas, ou aqueles aparelhos a vapor para passar as roupas no cabide.
                    E confesso minha a pilha de roupas para passar é sempre enorme, eu diria até que é gigantesca.
 Agora tenho uma nova aliada, para minimizar todo o sofrimento que é Passar roupas.

MINHA MINI TABUA DE PASSAR

Uma tabua de 0,60 cm de comprimento e 0,25 cm de largura, 
Marceneiro recortou dando forma a tabuinha de passar.
Revesti com manta acrílica e um tecido (gorgorão).
Duas tabuinhas com dobradiças, para fazer os pezinhos.

Ficou lindinha, a minha tabuinha de passar roupas.
Já usei apoiada na mesa de centro na minha salinha de TV, passei um camisão tranquilamente sentada assistindo TV.   Passar uma pecinha de roupa, foi bom e não doeu nada, espero estar curada da minha fobia.  
E liquidar definitivamente a minha pilha de roupas para passar.
E viva a minha mini tabua de passar!. 

6 de jul. de 2011

E A VACA FOI BREJO

                         
           

              Tenho duas sobrinhas - NETAS, dois de meus (tenho oito) como ia dizendo, dois deles são culpados por eu ser tia AVO, kelzinha mãe da Maria Clara e Jô pai da Rafaela.
              Maria Clara mora no Rio Grande do Sul, eu a vi apenas quando veio para Sampa de visita, ficou poucos dias, o que bastou para eu ficar apaixonada nela, agora acompanho a vida dela através de fotos, Orkut e as historias que a vovó Cleise me conta por fone.
              Rafa, também sou apaixonada nela, a vejo pelo menos uma vez por semana. Adoro “ensinar” coisas para ela, os outros tios ensinam coisas meigas, eu ensinei ela me chamar de tia Nice Nóia, agora quando eu chego, ou quando falamos ao fone ela diz OI TIA NITCHE NOIA! Ah! Eu adoro.O mais engraçado quando ela grita meu “NOME” na rua, alguém sempre faz uma cara de quem pergunta, você  usa drogas? Acho hilário.me divirto muito. (o revisor disse que o certo é escrever : divirto-me muito) mais eu ME divirto muito.
             Tem coisas muito engraçadas que não precisamos ensinar,  Assim que o Cley se foi, alguém foi logo ensinando O tio Cley ta no Céu, a maior graça ela responder apontando dedinho do pra cima.” O tio Cley ta no Ceu”.
             Menos de um ano depois perdemos também nosso querido Ciro, a resposta para os dois era a mesma:
 Esta no Céu, virou estrela.   Muito lindinha...
             Até que um dia ao perguntarem onde esta o vovô Ciro, a resposta foi: VOVO CIRO FOI PRO BREJO!, Muita risada de quem ouviu pela primeira vez esta resposta. Muita risada cada vez que ela assim responde, agora não é mais o meigo:  tio Cley foi pro céu, mudou a resposta para Tio Cley foi pro Brejo, e o vovô Ciro também foi pro brejo.
             A Vovó Biza, meio sem graça faz questão de explicar, que a resposta deve  ser por ela estar assistindo o filme de animação A VACA FOI PRO BREJO, Certeza a gente não tem, mais a graça da resposta e a carinha meio que sabendo que ta falando uma coisa engraçada, é muito legal.
Meu amor para Maria Clara, meu amor para Rafa, Meu amor para Cley e Ciro, que com certeza, iam rir muito “Lá no Brejo...”

1 de jun. de 2011

VIDA DE PEDESTRE. PARTE I

                           





                        Todos reclamam do trânsito, mal que atinge também as pequenas cidades.
Moro numa cidade pequena, aproximados 200 mil habitantes.  Estacionar no nosso pequeno centro comercial, é tarefa árdua, não sou motorista. Mas cheguei a conclusão que ser pedestre é muito mais estressante...
                        Meu AP fica na principal rua comercial da cidade (é bem verdade que temos duas “RUAS COMERCIAIS”, uma que sobe outra que desce). Cidade pequena, mais comercio movimentado. Andar pela calçada próximo aos 5º dia útil de cada mês é uma verdadeira odisséia. Acho que a cidade inteira sai de casa para pagar carnês, contas de água e luz, talvez comprar um sapato novo, etc. (adoro falar etc.), por aí vai, um vai e vem de gente, e tome empurrão, tome encontrão.
Uma merda (com o perdão da má palavra, como diria meu pai).

  • Aquela velhinha que insiste em ficar na sua frente, andando a passinhos de tartaruga, por vezes apoiada numa bengala, outras, dependurada no braço de alguém, quase sempre não muito mais jovem.

  • O casal de mãos dadas, empurrando carrinho de bebe, puxando outra criança pela mão, sacolas enormes, “como esse povo compra edredom”, isso pode se chamar de cerca viva.

  • As colegiais que param para ver a vitrines, um cordão humano bloqueando mais uma vez a nossa passagem. Com seus “gritinhos histéricos”, se deliciando com os sapatinhos e jaquetinhas das vitrines.

  • O homem, levando a nova TV 42” todo feliz, (fico sempre feliz quando vejo que alguém comprou uma TV grande”, mas ele precisava estar na minha frente?

  • A turma do ponto do ônibus: com mochila nas costas, parecendo um bando de “joaninhas”, tornando nossa passagem impossível, melhor descer para o meio fio, e retomar a calçada após passar, pelas joaninhas. (com toda atenção para não ser atropelada por um ônibus).

  • O pedinte, pernas esticadas pela calçada, querendo ajuda, exibindo um duvidoso ferimento. Ou o jovem cadeirante  com sua caixinha, aguardando a nossa solidariedade em forma de moedinhas, observado de perto por aquela pessoa que o leva diariamente, e o deixa ali em dias de grande calor ou dias de muito  frio e de garoa... esperando por moedinhas...

Enfim, ser pedestre é muito estressante.
Muito mais coisas poderia falar e reclamar sobre o assunto.
Mas já fiquei muito estressada...

21 de mai. de 2011

AMANHA TEM F 1

                                                    






Muita coisa mudou desde o dia 01/05/1994, era um domingo dia de corrida de F1, acordamos cedo, o Cley preparou uma lazanha, ele mesmo fez a massa, lazanha no forno para gratinar, a TV ligada, nossos olhos atentos como sempre na largada dos carros, aquela segurada na respiração. Tudo ia bem em Imola, um susto! curva tamburello.... foi o fim. A porrada foi feia, não queríamos acreditar, mas antes de darem a notícia já sabíamos, nosso grande ídolo se fora. Maldita Imola, maldita Tamburello. O tamanho da dor, indiscritivel, ele não estava mais aqui... ficamos grudados na TV e radio ligados, querendo muito que estivéssemos errados, pensavamos, ele estava bem demoraria a voltar as pistas, mas queríamos acreditar, ele estava bem...Ele não estava bem, nós não estávamos bem.... A lazanha pronta na mesa... douradinha, borbulhante. Nós, aguardando noticias.. E a noticia veio, Ayrtom Senna do Brasil estava morto! Choramos muito, o Brasil inteiro chorou, o mundo chorou. Ficamos frente a TV, era um pesadelo mas era real. Naquele domingo, sentamos à mesa, tentamos comer, mas a lazanha ficou lá, ninguem comeu
Por muito tempo não fizemos mais lazanha em nossa casa. ......
Amanha tem formula um, continuo vendo pela TV.
Mas nada é como era antes.
meu grande Idolo  Ayrtom Senna,