24 de mar. de 2012

FESTA NO CÉU 'PRO CLEY'



Oi Cley, tudo bem por aí.
Aqui tudo bem, “tirante” as saudades que temos de você.
Escrevendo para te dar um beijo, sessenta e um anos!
Tá complicado preparar uma festa.
Se você não vier vai ficar muito chato.
E se você vier, o povo vai morrer de um ataque do coração.
Meu anjo de guarda, vai me ajudar a preparar uma festa pra você.
Fizemos um trato, eu me comporto pra ele não ter muito trabalho,
ele terá um tempinho livre pra preparar sua festa.
Pela segunda vez, não estarei perto para organizar tudo.

Meu anjo prometeu seguir à risca as minhas instruções:
E, eu não estando aí, conto com gente querida pra me ajudar:
Vó ida fará aquela carne de panela (de cor pretinha e sabor delicioso)
Vô Germano levará um pacotão de balas para as crianças.
Vô Ignácio estará de olho em tudo, (não quis aceitar uma tarefa)
Meu avô Antônio Dias levará legumes e verduras bem fresquinhas.
Tio Bruno e Bruninho farão aquele churrasquinho paulista.
Tia Dolores  está terminando uma linda toalha de crochê,
bem branquinha para colocar na mesa.
Pai Clemente fará lindos tapetinhos bordados para a porta da entrada.
Oma Erna fará o bolo com recheio de frutas e licor.
(com uma nova cobertura chamada nuvem do céu).
Tia Ema fará uma cuca bem gostosa e salada de batatas com maionese 
(não se esquece de dar um dinheirinho pra ela)
Tia Irma lerá um lindo POEMA em sua homenagem.
O tio Antônio (da tia Irma) levará uns cigarrinhos.

Sônia, Tia Rosa e Tio Antônio.
Levarão enfeites, todos made in USA.
(Tia Rosa queria levar arroz doce, eu disse que não precisava).
Tio Helmo vai assar um Leitão a pururuca.
(falei que já tinha muita carne, mas ele insistiu).
O João Alemão levará a cervejinha e uma cachaça da boa).
A Mayara acertou a presença de um D.J amigo dela.
O tio João Dias fará sorteio de um brinde pra os convidados
O tio Arnaldo Dias levará uns artistas velhos conhecidos dele.
(deve ser sertanejo, faz de conta que gosta, pra ele não ficar triste)
Vó Zefinha  vai ficar na boa. Forra bem com toalhas a nuvem em sentar,
(será que ela parou de fazer xixi quando ri?)
Ciro levará doces, copos, pratos, guardanapos e refrigerantes.
Cuidado! ele sempre tem uma pegadinha.
Pedro e Vovó Toshico levarão muitas flores.
Vô Darcy  fará churrasco gaúcho, levará o carvão de ótima qualidade.
Paulo Fries levará muito chocolate e alguns doces.
Meu Pai cuida da iluminação, levará cocadas e água de coco.
Meu Irmão Daniel insiste em cantar ilariê da Xuxa.
Fora o Ilariê, o som vai ser bom, Motinha levará um belo som,
Rock da melhor qualidade, parece que Lennon dará uma passadinha.

Tenho certeza que sua festa será linda, meu anjo de guarda garante.
Você estará em boa companhia de tanta gente que te ama.

O Tio Hans (da Mara), foi para aí há pouco tempo.
Pedi pra ele te entregar meus presentes:
Uma lata de figo Ramy, camisa do São Paulo, uma cachacinha mineira,
um pacote bem grande de elastiquinho, pra você amarrar seus cabelos,
Nossa grande amiga Nice, te ajuda a pentear e amarrar.
Se precisar ela também ajuda cortar suas unhas.
Se encontrar o vovô Generali, fica esperto,
ele vai querer cortar seus cabelos.
Não deixe, adoro seus cabelos compridos.

Ia me esquecendo, o Brasil ficou mais triste.
Chico Anysio deve estar chegando por aí.

Feliz aniversário, tiamo pra sempre.
Obrigada por continuar cuidando de mim.

Ps. Adorei sentir o teu abraço outro dia.
Se der, venha e dê um abraço pra Tathi.
Ela também precisa sentir o seu cuidar.

tiamo pra toda vida, e pra além da vida também.
Feliz Niver, a vida continua..
aqui e aí.

16 de mar. de 2012

A TUTI NÃO MORA MAIS AQUI.



Quero muito um cachorrinho. 
Passo em frente de um Pet Shop todos os dias,
fico doidinha com os cachorrinhos "na vitrine".
Se me falam num pequenino para adoção, meu coração balança.

Olho no relógio, quatro da matina, dormi cedo, acordei as três da madrugada.
Sem sono, penso em muitas coisas...
Minha mente lembrativa pensa em cachorros.

LULU: um vira branco e caramelo pareciam um collie  mal acabado.
Esse menino adotou minha mãe, seguindo-a pra lá e pra cá. 
Um dia minha mãe se encheu de razão, comprou coleira e corrente,
adotou o LULU. Um belo banho no tanque de roupas, comida, remédios.
Lulu ficou conosco por um bom tempo. Um amigo fiel.
Um dia, nós as meninas da casa, o encontramos morto no quintal, muito chororô.
Ouvimos os adultos dizerem que ele foi envenenado...
 (ouvir a palavra envenenado doeu muito).

NIKI: Ganhamos de um grande amigo, o Geraldo.
Niki era um bicho doido, temperamental.
Pequeno vira de pelo curto, e cabeça grande.
Ficava no nosso quintal, o Pai esticou um arame ao longo do terreno da nossa casa,
ali ele corria pra lá e pra cá, assuntando os que passavam na calçada.
Saímos todos para uma grande viagem, passamos uma semana em Lorena,
o bicho doido escapou, com corrente e tudo. Correu atrás do caminhão do lixo,
acidente fatal. Perdemos NIKI o estressado.
Os vizinhos o enterrarem num terreno baldio perto da nossa casa.

NIKI II e PINGO: Minha mãe, arranjou um pequinês, de pelo negro e comprido,
era um bichinho meio enjoado, ficava dentro da casa, não bastasse um,
a mamãe trouxe outro pequinês Pingo, um filhotinho também pequinês,
vivia "pingando" o tempo todo.
Nessa época minha mãe e a mana Kel mudaram de Ferraz para Mogi
(eu e Lea já casadas).
Na casa nova de dois quartos, um mamãe e kel dividiam,
o outro era para Niki e Pingo.
Felizmente a mãe mantinha sempre tudo limpo.
Tinham vida de reis aqueles dois pequenos.
Não lembro até quando eles ficaram na família. (se lembrar, um dia conto)

TUTI - uma maravilhosa São Bernardo
(com letra maiúscula, pois ela era mesmo muito MAIÚSCULA).
Uma beleza de filhote, com pedigree e tudo.
O Cley a ganhou de amigos, ela vinha de uma ninhada de doze.
 Nós morávamos um apartamento bem amplo
(não amplo o suficiente para abrigar num são Bernardo).
Combinamos, ela ficaria conosco enquanto fosse um bebê, 
depois iria para nossos sobrinhos Jonatham e Eric.
Combinar foi fácil, difícil cumprir...

Tudo mudou na nossa casa,
um pequeno banheiro virou o quarto de dormir da Tuti,
toda a noite forrávamos tudo com jornal, a manta da Tathi virou o cobertor da Tuti.
Na nossa despensa biscoitinhos de cachorro e ração.
Tuti trouxe muita alegria para nossa casa.
(muito xixi e coco, muitos cuidados para manter o apto. limpo e cheiroso).
Tentamos ensina-la fazer  num jornal, muito obediente ia direto pro jornal,
nunca acertava a mira, patinhas no jornal bum bum pra fora, e ploft...
corre e corre pra limpar, secar e desinfetar.
Cleycir adorava leva-la ao passeio, todos paravam pra olhar o filhote tão lindo.
Ele voltava do passeio com um baita sorriso na cara,
muitas gatinhas paravam para ver a Tuti.

Tempo passando TUTI CRESCENDO, nosso amor por ela também.
Eu queria desfazer o trato, se mudássemos para uma casa...
O malvado do Cley não concordava, continuamos no apartamento.
Aos dois meses a Tuti estava maravilhosa e ENORME,
já tinha comido uma mesa de centro, alguns sapatos e chinelos.
Subia na mesa de centro da sala,ali ficava esperando a Tathi voltar do colégio.
Alcançava na mesa, e tentava roubar comida do nosso prato.
Era tempo de cumprir o trato, a razão me dizia,
ela não podia morar num apartamento;
meu coração contrariava, (nunca fui muito racional mesmo).
O Cley dizia: amanhã vamos levar a Tuti.  Eu e Tathi, implorávamos, mais um dia...

Naquele dia cheguei do trabalho, a Tuti não veio me esperar.
Cadê a Tuti??? Cley respondeu "a tuti não mora mais aqui",
olhei pra ele achando que era mais uma de suas brincadeiras,
pude ver que ele tinha os olhos inchados e vermelhos de chorar.
Chorei muito, fiquei brava, ele tentou me agradar, esmurrei o peito dele com força,
bati os pés no chão, feito criança,  cena de tragicomédia.
Naquela noite era Niver do Felipe, fomos os trêspara a festa,
com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar...

Íamos sempre visitar a Tuti na nova casa, onde tinha um grande espaço para brincar e correr.
Era uma jovem mocinha quando morreu,
suas irmãs também morreram jovens, uma doença congênita.

Escrevi e chorei lembrando o dia que o Cley disse: A tuti não mora mais aqui.


Amigos fiéis que já se foram:

Niki, Ninom, Benji , Shumacher, harley, francis, Chulin, Julião e Sheik e Pixote.
Todos eles amigos de Ciro, Lea Eric e Jô 
hoje eles tem o Sem Noção e o Peludo

Vincent foi amigo fiel da nossa mana Mara.
(não sei que cachorro a Mara tem hoje)

Tilim infernou a vida de minha mana Cleise
(hoje ela tem o Bilbo, seu filho caçula)

Ted um labrador de pelos claros eram do Valter e Aliciane
 (que eu saiba não tem outro);

Doly (do nada apareceu e do nada fugiu) e Toshio -
Hoje Edinho e Tathi tem a Bebel uma Chip Dog linda.

Continuo pensando, meu coração quer muito um cachorrinho.
Minha razão corta meu barato, não poderia deixar um bichinho trancado num apto.

1 de mar. de 2012

OPERAÇÃO DE AMIGDALAS.

Na novela, garotinha levada ao centro cirúrgico, me derrubei em lágrimas.
Só uma mãe, só um pai, um tio, uma tia, uma avó, uma madrinha, um padrinho, o papagaio, o periquito, o gato e o cachorro da família. Podem dizer o tamanho da dor ao ver uma pessoa querida sendo levada ao centro cirúrgico.
Tenho muitas histórias de hospital, centro cirúrgico e UTIs.

Hoje conto uma história, com final feliz...
A Tathi tinha sete anos, depois de tantas crises de amigdalite,
Não tinha alternativa. Era cirurgia ou cirurgia.
Eu, muito CDF, achei um jeito de marcar a cirurgia para a quarta feira antes da sexta feira santa. Poderia juntar os dias de folga e só faltaria um dia ao trabalho.
Feito e fato, numa quarta feira da semana santa fomos pro hospital.
Na maleta pijaminhas, chinelos, calcinhas. Tudo novinho, até escovinha de dentes.
Nosso coração apertadinho e um grande nó na garganta.

Cirurgia simples, mas como não pensar em coisas ruins.
E se algo desse errado?
Quando levaram a Tathi para a Cirurgia, todo mundo chorava.
Acho que nossa família foi motivo de piada naquele andar, pensavam:
Como esse povo chora, parece que a garotinha tem doença terminal,
 ou fará uma cirurgia de grande risco, êta povo que chorão!
 Não precisava ser vidente pra saber que eles riam de nós.

Não sei quanto tempo demorou aquela pequena cirurgia.
Até hoje me parece que foram horas e horas intermináveis.
Ficamos na saleta de espera.
Quando digo que ficamos, FICAMOS  COM LETRA MAIÚSCULA.
Eu o Cley, minha mãe Dna. Tereza, minha sogra Dna Erna, irmãos e cunhados: (por ordem de idade) Ciro, Ivario, Cleise, Lea, Ignacio, kel, Valter e Aliciane.
Todo mundo entupindo e sala de espera.
 Cada um chorando de um jeito:-
Aquele que chorava disfarçando, puxando o nariz, tentando não fazer barulho.
Um que chegava a tremer o corpo a cada soluço.
Outro chorava roendo as unhas até a carne.
Quem tinha fobia de hospital, o tempo todo entrando e saindo.
Uns saindo da sala pra eu não ver que chorava, voltava tentando me animar,
com os olhos e nariz inchados de tando que chorou escondido.

Cena engraçada, assim vejo olhando pela janela da minha memória.
Quando a Tathi voltou, meio grogue devido à anestesia,
no cantinho da boca um restinho de sangue.
Foi um alívio geral, e o chororô recomeçou.
Todo mundo chorava de alegria e alívio, ninguém escondeu o choro.
Tudo acabara bem.
Tathi repetindo, com uma voz esganiçada.
 “Mãe olha a minha voz, eu vou ficar falando com essa voz?
E repetia, repetia e repetia. Agora tudo era engraçado.
Acabado, todo mundo foi pra casa. Ficamos eu e Cley.
No dia seguinte também voltamos pra nossa casa.
Enchemos a Tathi de agrados, muito sorvete, gelatina, etc.
Todo mundo que estava no hospital voltou pra visitar com presentes.
E outra vez voltaram para o Domingo de Páscoa, e tome chocolate.

Por falar em domingo, naquela manhã de domingo chegou a nossa revista Veja.
Matéria de capa:-
COMPLICAÇÕES EM CIRURGIAS, DECORRENTES DA ANESTESIA GERAL.
UM HORROR, FOTOS DE CRIANÇAS EM ESTADO VEGETATIVO.
CHOQUE CAUSADO PELA ANESTESIA.
Uma matéria assustadora. Li e chorei, pensar que numa cirurgia tão simples,
o pior poderia te acontecido....

Ainda bem que a matéria da revista só saiu depois da cirurgia...
Senão todo o povo que estava naquela sala de espera, teria chorado muito mais.
Quem sabe alguém teria tido um ataque e tivesse que ser internado.

Lembrei da Tathi menininha, daquele dia em que tive tanto medo.
Foi uma história até engraçada, com um final feliz.
E assim é a maneira que vivo a vida.
Acreditando sempre num final Feliz.
Quando tudo não acaba bem.
A gente recomeça, e volta a acreditar num final feliz.

meu amor pra minha querida Tathi.
e todas as pessoas que pagaram o maior mico, naquela sala de espera...

27 de fev. de 2012

A TAPEÇARIA DE FOLHAS VERDES.



Quinta feira, chego em casa desanimo total, ainda não é sexta feira.
Sofá, e TV até me animar pra ir fazer alguma coisa de útil.
Telefone toca (som de fone), eu atendo, seis que (como diria o Cley).
Mara nossa irmã amiga de infância e adolescência.
Uma amiga assim, não posso chamar de amiga, Mara é nossa irmã.
Alguém especial com quem você pode contar a qualquer hora, pra qualquer coisa.
Aquela irmã que não tem pudores de perguntar quanto de dinheiro você ganha.
Fazer um baita sermão antitabagismo,
irmã que já passou pelos quatro cantos do mundo,
e quando vem a sua casa, senta no chão de um jeito muito peculiar.
Adora Frango assado, de TV de cachorro, farofa, batata palha e salada de tomate
Tenho o maior orgulho dessa nossa irmã,
sempre dou um jeito de contar pra alguém quantos idiomas ela fala,
por quantos países já passou. Minha irmã postiça DIPLOMATA.
(NÃO É PRA QUALQUER UM)
Hoje ao telefone lembramos algumas passagens da nossa adolescência.

Encontrávamos-nos sempre na casa do Cley, quando ainda namorávamos.
Eu e Cleise (minha mana-cunhada) sempre tínhamos tarefas da casa pra fazer,
lavar louças, passar roupas, onde estávamos, Mara se amontoava no chão,
bordando uma tapeçaria, eu e Cleise cuidando da louça ou da roupa.
Altos papos rolavam na cozinha
(e a Mara bordando sua tapeçaria de folhas verdes).

Eu tinha começado escrever faz um tempo, parei, ficou no rascunho.
Hoje estou com muitas saudades de minha mana postiça, sei que do outro lado do mundo ela está sofrendo muito, perdeu uma pessoa muito querida o Tio Hans.
Nessas horas a gente quer estar perto de quem ama, dar colo, chorar junto.
Meu coração está apertadinho, queria que ela soubesse do meu amor.

Comecei contando, sobre momentos meus com Mara e Cleise.
Falar desses momentos não dá pra deixar de fora a dona Erna
(mãe de Cleise, Cleycir, Ignácio e Valter) e na época minha futura sogra.
Naqueles tempos não tínhamos conhecimento do tal do TOC,
hoje reconhecemos todos os TOCs da Dona Erna:-
Lustrar o chão encerado sempre no mesmo sentido, passar água fervendo em toda a louça depois de lavada (peça por peça dentro da água fervendo), e tantas outras manias ou TOCs,
entre tantos outros que noutra hora listarei.

Na cozinha eu lavando a Cleise enxaguando,
empilhando direitinho no escorredor de louças.
A água fervendo do fogão, (ferver muiiiito), jogar a água pelando sobre a louça,
uma maneira de acabar logo a tarefa, e enganar a dona Erna.
fingindo que ter mergulhado cada peça cuidadosamente na água fervendo.
Se Dna. Erna chegasse, ia logo perguntando: passaram agua quente?
Cleise na maior cara de pau "Claro, põe a mão, está pelando de quente".
Esperávamos ela sair, para cair em gargalhadas.

E a Mara bordando sua tapeçaria num desenho de folhas verdes.
Íamos para o quarto dos meninos (Cleycir e Ignácio), eu e Cleise revezávamos
passando roupas, enquanto uma passava, a outra descansava e fofocava.
E nossa mana postiça Mara bordando sua tapeçaria de folhas verdes.

Nós crescemos, dos nossos dezoito anos até hoje alguns anos se passaram,
estamos muito distante umas das outras.
Eu em Suzano, Cleise no Sul e Mara em Sarajevo.
Tenho duas irmãs muito amadas, Kel e Léa.
E mais essas duas que nasceram para mim quando eu tinha dezoito anos.
Tem pessoas que entram nas nossas vidas pra nunca mais sair.
Assim é com minhas irmãs, as duas que nasceram de minha mãe,
E as duas que vieram depois, nem por isso menos amadas.

Só pra constar, a tapeçaria de grandes folhas verdes, 
ficou muitos anos na minha casa,
Mara me deu quando desmontou o AP. de sua mãe, Dna Maria.
Infelizmente quando me mudei do meu velho AP para cá, dei a velha tapeçaria para um bazar beneficente, assim como dei tantas coisas achando que com elas, iria embora a dor da perda.
A dor da perda não acaba. A gente vai vivendo...

hoje, meu amor especial para Mara e Sueto, a dor não vai embora.
Mas podemos ir vivendo com tantas alegrias que a vida nos dá.

21 de fev. de 2012

O PRIMEIRO CARNAVAL DA TATHI.

Muita gente não gosta de carnaval, eu gosto.
Hoje pela folga no trabalho, antigamente pelo carnaval mesmo.
Todo ano tentava (sem conseguir), convencer o Cley me levar ao baile de carnaval.
Acabava por me conformar com bailes de formatura, que terminavam sempre com um grito de carnaval, eu adorava, dançava até me acabar. Na TV via os desfiles do Rio a noite toda, levava um colchão para sala e não despregava os olhos da TV, sempre torcendo muito pela Estação Primeira da Mangueira, e me encantando com os carnavais do Joãzinho Trinta (um gênio da Grande Opera Popular).

A Tathi tinha pouco mais de um ano de idade, naquele carnaval estava febril, até com uma dorzinha de ouvido, cismou, queria ir no carnaval.
O desfile de Carnaval de Suzano era na Glicério, morávamos no Jd. Imperador.
Tanto ela pediu (eu botando pilha), o Cley concordou.
Ela queria uma fantasia, eu mais do que ela.
Como fazer uma fantasia em tão pouco tempo?
Naquele tempo não tínhamos a facilidade de encontrar fantasias nas lojas.

Ela tinha um macacãozinho vermelho de tecido florido.
Sempre que ela o usava eu achava que parecia um palhacinho.
Peguei uns retalhinhos de tecido, fiz uma gravatinha borboleta, um chapeuzinho.
Pintei o narizinho de vermelho, pronto! Uma fantasia de palhacinho. 
Fomos ao desfile, caminhando e revezando com a Tathinha no colo.

A fantasia ficou bonitinha.
Tathi com seu par de olhinhos verdes, boquinha miúda pintada.
A pontinha do nariz uma bolinha feita com baton vermelho.
Uma linda palhacinha!
Nós vimos os blocos passando, um carnaval pobre sem lindas alegorias.

Ficou marcado na minha memoria a Tathi pulando no colo do pai,
os bracinhos levantados balançando ao som do batuque.
Voltamos pra casa cansados mas felizes e a Tathi sem febre.
Muitos outros carnavais vieram.
Os bailes de carnaval de nossas vidas foram nas matinês do Mirambava.
Eu Cley e Tathi (e suas amigas inseparáveis Mariana e Marcela).
bons tempos...

8 de fev. de 2012

A RAINHA DA ESCOLA.


Na TV noticiário sobre a morte de Wando.
Você só curte Rock ou MPB, Opera, Tango, Clássicos ou tantos outros estilos.
Faz questão de dizer “é brega, odeio”.
Uma vez na vida você já cantarolou MEU IAIÁ MEU IOIÔ.

Não larguei meu sofá confortável, pra vir aqui no meu cantinho/escritório,
escrever sobre o Wando, amanhã muito vão escrever sobre ele.
Muitas homenagens, um certo oportunismo, (enfim).
Não era um dos meus ídolos. Mas muitas vezes cantarolei uma canção dele.

Voltando ao jornal.
Alguns artistas comentando algo sobre o Wando.
Vi, não acreditei, voltei a imagem.
E lá estava ele Marcio Greyck.
As jovens com 5.0 lembrarão, mesmo que vagamente.
Um lindo jovem de olhos claros e cabelos crespos.
Vendeu muito uma musica (pelo menos):-
Não eu não consigo acreditar no que aconteceu...

Eu fazia um curso, quem é de Ferraz se lembra da Escola da Dona Berta.
Cursos de dactilografia, estenografia e outros fias.
As mocinhas se preparavam para trabalhar no Banco do Brasil.
Ou na fabrica de Lixas (uma grande indústria da minha cidade).

A Dna. Berta promoveu um “concurso” para eleger a rainha da escola.
Não a mais Linda ou simpática ou ainda mais inteligente.
Quem vendesse mais votos, seria coroada a Rainha da Escola.

Eu uma garotinha de talvez doze ou treze anos.
Magrela, feinha (acho mesmo que não tinha ainda o meu primeiro sutiã).
A outra candidata, uma morena linda de arrasar, alta o maior corpão.
Não consigo lembrar o nome dela (posso vê-la linda! Mas o nome...).

Ela vendeu muitos votos, era só abrir aquele sorriso.
Eu, tão tímida não vendi um voto que fosse...
Agora entra uma nova personagem nessa história
TA-RAAAM,  minha mãe. Comerciante muito conhecida.
Vendeu muiiiiitos votos, com certeza comprou muitos também.

Dia da coroação da Rainha da escola.
Eu de vestido branco de saia plissada, blusa toda bordada com pedrarias.
Cabelo arrumado num coque bem delicado (pra encaixar a coroa).
Ela num vestido verde água lindo de morrer, também bordado em pedrarias.
Uma enorme fenda lateral deixando mostrar a perna (que pernas!).
Sapatos forrados em tecido combinando com o vestido.
E uma linda carteira nas mãos.
Eu levava uma bolsinha de mão muito delicada, meu vestido era abaixo dos joelhos.
Sapatinhos brancos delicados (sem salto), E TA-RAAAM:
 Meias soquete BRANCAS!   oh Deuses da misses e mãe de misses.
Tão novinha! Ainda não usava sapatinhos de salto alto.

Resultado anunciado... Ta- raaammmmm, rufem os tambores!
Eu a nova Rainha da escola, a lindíssima morena,  minha princesa ( bizarro),
Fomos coroadas, enfaixadas, festejadas, beijocadas.
O Márcio Greyck cantou pra mim, ficamos de mãos dadas.
Ele era Lindo! Jovem em início de carreira, olhos claros e cabelos enroladinhos.
Mas... Durante o baile todo...
Ele dançou e ficou, e acho que até beijou na boca a linda princesa da escola.


lembro de mim, meio encabulada, sabia que era uma coroa sem sentido.
Uma coisa me consola.
Quem brilhou na festa? nem rainha nem princesa.
foi o Marcio Greyck.

3 de fev. de 2012

LIQUIDIFICADOR VERMELHO.


Sou meio desajeitada, aquele tipo de mulher,
que por mais que se arrume,
nunca fica elegante.
Naõ me levo muito a sério.
Hiponga mesmo, um camisão gostoso uma leg, sapatos sem saltos.
Mas não saio de casa,
nem pra botar o lixo fora,
sem o risco delineador preto
e a sombra escura nos olhos.
Já fui pior, bem pior.

Lembrei hoje minhas quase primas,
Rosana e Maria Regina.
Mal nos conhecíamos,
elas são primas da prima do Cley.

Moravam em SP capital,
num apê pequeno, tudo muito arrumado.
Gente muito querida.





Seis que... (falando em Cleycirês),
ele costumava dizer seis que, ao invés de Eis que...
Como ia dizendo...
Seis que um dia, tudo combinado para um fim de semana na praia,
no apartamento do sr Wilsom (alfaiate dos melhores),
grande amigo da família da Tia Patrocinia (mãe dos meus quase primos),
Rosana, Maria Regina e Viché.

Para eu e o  Cley, minhas irmãs Lea e Kel, termos autorização dos nossos pais,
foi uma longa historia.
Concluindo, contamos pra minha mãe que não ia "gente grande", só nós.
Com muito custo, minha mãe concordou em uma pequena mentira para nosso pai.
A tia do Cley ia junto, não teria problema...  bla bla bla,
CONSEGUIMOS!
Fomos eu Cley, nossas duas velas Lea e Kel, Motinha e Vera.
Se bem me lembro fomos na Kombi do Motinha.
Não consigo lembrar se a Cleise foi.
Acho que ela já estava no SUL.

Primeira etapa vencida, fomos todos pra casa da Tia Patrocinia.
Demorou horas, até a Tia Patrocinia conseguir autorização do Pai. 
CONSEGUIU!

Todo mundo rumo a la praia. Foram dias ótimos, muito namoro.
muito macarrão e batata frita.
Muita gente queimada do sol, de fazer bolhas, aNrdia muiiiito,
única coisa que aliviava  era agua com álcool.

Comecei falando do meu "estilo", naquela época era muito pior.
Eu levei uma calça marrom horrível, uma ou duas bermudas.
Nem lembro mais que roupas eu levei. Freud explica.
Rô e M Regina, acabaram dando um jeito em mim,
eram lenços que viravam frentes únicas transadíssimas.
Um dia uma emprestava uma peça, outro dia outra,
e assim consegui ficar um pouco apresentável.

Hoje encontrei a Rosana no facebook, vi fotos, senti muitas saudades.
Uma ou duas idas a praia, dois ou três bailes de formatura
Alguns velórios. (tem gente da família que só se encontra em velórios).
Convivemos por pouco tempo, seguimos caminhos distantes.
Mas ainda assim, fica um enorme carinho.
Uma saudade do molho especial pra pizza (a tia tinha um segredinho).
O lenço de seda que virava frente única.

O único jantar no nosso apartamento, pizza é claro.
a Rô e Egidio trouxeram nosso presente de casamento.
Um lindo liquidificador vermelho!
Na nossa mesa bem arrumadinha, pizza
Pratos, copos e talheres novos;
Um rolo de papel higiênico. E MUITA RISADA.
Não tínhamos comprado guardanapos...

saudades dos meus amigos queridos.

29 de jan. de 2012

ME ENGANA QUE EU GOSTO




Da vontade de enfiar uma sacola de plástico na cabeça e sair por aí,
feito aqueles insanos que ficam nas praças aos berros,
repetindo mil vezes as mesmas palavras.
Eu gritaria ME ENGANA QUE EU GOSTO.

Eu separo meu lixo,
em sacos pretos lixos que acredito não possam ser reciclados,
em sacos azuis transparentes coloco garrafas pet, embalagens de leite e sucos,
latinas, vidros, caixinhas, papel, isopor, etc.
Seria mais produtivo se minha cidade tivesse coleta seletiva de lixo.
Não tem...
Quando separo o lixo,
a única coisa útil que faço é facilitar o trabalho do catador.
Tenho sacolas de tecido, ráfia, levo sempre uma na bolsa.
No escritório reaproveitamos os papeis para rascunho, recados.
Agendas velhas viram papeis de rascunho, tenho consciência ecológica.

Mesmo assim as sacolinhas de plásticos são necessárias em varias ocasiões.
Fui a padaria no fim se semana, o povo de lá também tá muito ecológico.
Chovia muito, meus pães ficaram úmidos. Me engana que eu gosto!

Os super mercados lucrarão horrores!
Será que seu kassab  (com letras minúscula),
é parente de dono de super mercado?
É dono de fabrica de sacos de lixo?
Tem um grande desafeto que fabrica sacolas?
Sabe o numero de pessoas que usam as sacolinhas para botar o lixo na rua?
Menos sacolinhas, mais sacos de lixo ( e a ecologia????).
Dizem que os sacos de lixo se decompõe em menos tempo.
ME ENGANA QUE EU GOSTO!
Li agora que no Parana foi vetada a lei pra proibir as tais sacolinhas,
as biodegradáveis tem na sua composição produtos químicos nocivos.
(da uma olhadinha no google).
E aí? Trocam seis por meia duzia, e vou ter que pagar a mais por isso?

Quem está preocupado com nosso planeta.
Os comerciantes, se escoram numa lei municipal para aumentar seus lucros.
Ou a Dona Maria que reutiliza as sacolinhas para juntar seu lixo,
entregar suas encomendas de salgados e doces, artesanato,
até mesmo para recolher o coco do seu Pet da rua.

Essa é a lei da hipocrisia,
ME ENGANA QUER EU GOSTO!

ALGUMAS DICAS PARA DAR O TROCO:

não comprem eco bags nos super mercados
compre as artesanais, são lindas.
quem sabe se o estoque encalhar, eles fazem uma promoção e dão de graça.

quando for embalar suas verduras e legumes
use tres saquinhos ou quatro, use para recolher o cocozinho do seu pet

Não pague um centavo que seja pelas sacolas "BIO",

23 de jan. de 2012

CARTA PRO HENFIL :)


Fico meio sem saber como iniciar uma carta.
Sr Henrique de Souza Filho, fica muito formal.
Saudoso Henfil,  você vai pensar que tenho + de 80 anos.
Querido Henfil, infelizmente, não tive aportunidade, pra usar dessas liberdades.
Caríssimo Henfil, se você cobrar pelo uso do seu nome, aí fica caríssimo, mesmo.
Começo simplesmente.

HENFIL,

Tenho pensado muito em você, na falta que você faz por aqui.
Vez por outra vou até o Sr.Google, para rever suas tiras.
Olho mil fotos suas para matar a saudades.
Graúna, fradim, seus livros, voce na TV Mulher.

Leio os quadradinhos com recadinhos, piadinhas, pensamentos;
publicados no facebook, imagino quão ricos seriam se feitos por você.
Você sabe, os sites de relacionamentos andam bombando aqui na terra.

Todo mundo escreve errado.
O aqui virou aki, o ah ah ah de gargalhar virou kkkkkkkkkkk .
Não tenho a menor dúvida, você iria bombar.
 
Por falar em bombar, que voce achou do bordão:
MENOS A LUIZA QUE ESTÁ NO CANADA? Foi hilário, rimos muito.
Quer dizer MENOS O NASCIMENTO QUE ESTÁ NO SBT
(mais alguns gatos pingados).
Ele encheu o peito e disse que nós brasileiros já fomos mais inteligentes.
Será? Ser bem humorado e sinônimo de Burrice?
Acho que não, senão você tava fudido.
Teve a barriguda grávida de quadrigêmeos, que não tava grávida.
É uma mulher mentalmente perturbada ou uma vigarista.
Boa idéia para uma  tirinha, quem sabe a graúna, ou o Fradim e seu Top top.

Tambem as cenas BBB, (in edredom), foi estupro, foi consensual???
Foi hiper super comentado, um quer tirar o programa do ar.
Fazer greve de telespectador por um dia.
Já fizemos greve por coisa mais importante.
Ja perdemos tando nas mãos dos censores.
Parece que a turma com mais de 50 anos esqueceu a época da ditadura.
Parece que os mais jovens não aprenderam na escola o horror da censura.
Porra! Ninguem tem controle remoto na TV.

Antes de outro assunto, gostaria de perguntar se o Betinho fica perto de você?
Ou aí é divido por alas. Ala dos cartunistas, dos escritores, dos músicos,
dos metalurgicos, dos atores, dos médicos, etc, etc,
Se for assim, a ala dos políticos deve ser um salãozinho de nada.

Ontem com a desapropriação do Pinheirinho, São Jose dos Campos.
Quem sabe ele poderia ter feito algo. Acho que não, tinha 2 mil policiais...
Tá eu sei que os quase 6 mil moradores ocuparam a terra ilegalmente.
Ilegal era mesmo, mas lá tinha rua pavimentada, energia elétrica.
Será que toda essa benfeitoria foi feita com fins eleitoreiros.
Agora tá todo mundo na Rua. Todo mundo TOP TOP.
Acho que o Betinho teria voz ativa para minimizar...
Quem sabe...
Enfim ele nem você estão aqui.

Manda um beijo pra Elis e Tambem pro Senna.
PS. Se voce vir aí um homem alto barbudo e cabeludo, meio calado.
Se o nome dele for Cleycir, se aproxima pra um papo, ele te admirava muiiiito,
assim como eu. Voce vai gostar muito dele.

9 de jan. de 2012

EM NOME DO PAI.


Hoje, missa um ano sem nosso querido Ciro.
Talvez a liturgia ou aquela frase máxima do cristianismo:
Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, lá eu estarei.
Algo especial acontece, citando um ilustre baiano:
"alguma coisa acontece no meu coração".
Gosto da missa católica, tem muito em comum com os cultos luteranos.
Embora as missas estejam bem diferentes das de antigamente.
Sinto saudades daquela liturgia mais tradicional.
Meio que parecendo da época medieval.
Não me gusta de hinos modernos cantados em ritmo de baião ou ié ié ié.
Envolve-me muito mais o som do órgão com suas noooootas alongaaaadas.
Talvez por achar que igreja é solo sagrado, deva se tocar e cantar como anjos.
Mas um grupo luterano numa missa católica, meio que chama atenção.
Começa pela entrada, acho que sou a única luterana que faz o sinal da cruz.
Se meu pastor mandar, eu faço penitencia:
rezo oitocentos e cinqüenta Pais Nossos.
Mais continuarei fazendo o Sinal da Cruz (Lutero o fez milhões de vezes)

Todo mundo se ajoelha para rezar.
Eu em pé, mãos entrelaçadas, baixo a cabeça e faço minha oração.
Muitos dos Hinos tem a mesma melodia, mas a letra muitas diferenças.
Tento acompanhar... não dá mesmo!
A confissão de fé, muito parecida, (com grandes diferenças).
Começo com Creio em Deus Pai... Vou indo, indo, indo. Até que misturo tudo.
Na hora do Pai Nosso é a mesma coisa.
Quanto peço perdão pelas minhas dívidas,
alguém ao meu lado olha, (sempre fecho os olhos nas minhas orações)
Vejo através dos meus olhos fechados, alguém me escutou...
(não consigo dizer: Perdoa as minhas ofensas).
E por aí vai, na liturgia o Padre diz uma frase, os fieis respondem...
Fico tentando entender, lembro outras respostas, e as digo em pensamento.
Na Ave Maria, não tem erro, amo esta oração, não erro uma palavra.
Não rezamos Ave Maria, em cultos Luteranos.
Mas eu a digo todos os dias, depois do Pai Nosso, antes do sinal da Cruz.
Meus pastores (tenho dois na família)e uma catequista.
Podem me penitenciar.

Na certeza que o Pai Nosso, ali estava, não importando as nossas diferenças.
Provavelmente tenha se divertido com as minhas confusões.
Eu, certa de que não sou melhor ou pior, no contexto, apenas diferente.

Saí dali sabendo de onde vem minha força, depois de perdas, doloridas.
Continuo vivendo e agradecendo a cada dia, sem fazer dramas.

Saudades? muito por demais da conta (falando mineires, uai).

Meus Amados:
Cleycir luteramo
Ciro Catolico
saudades eternas

5 de jan. de 2012

OPS! FOI MAL.




















Sou craque em várias coisas, uma delas e  dar foras,
e não é um forinha de nada, meus “foras” são homéricos.  

Sabe aquela situação,
quando mesmo antes de terminar uma frase, você congela, e pensa:
"M" eu disse besteira, aí já foi.
O que foi dito não dá mais pra retirar.
Não tem volta, por mais presença de espírito que se tenha, F...Deu.

Uma conversa puxa a outra, lembrei uma bem legal.

Minha cunhada, que por motivos de absoluto sigilo,
não direi o nome, posso dizer que ela é minha cunhada
e mora no Rio Grande do Sul. (kkkkkkkkk)
"estou falando facebookes" 
Ela concorre comigo ao título de rainha dos "FORAS".

Imaginem a Cena.
Ela, minha cunhada, conversando com uma nova amiga. 
Muito aflita com toda a situação, 
a amiga conta que seu pai está com câncer nos rins.
Notícia sempre muito difícil de ouvir e contar (e recordar).
A aflição da amiga tocou minha amada e sensível cunhada.
Procurou encontrar palavras para aquele momento.
Com cara de quem vai dizer palavras mágicas, soltou Pérolas:-
Meu pai também teve câncer nos rins. Ops!
(devia ter procurado mais até achar a palavra certa).
A amiga ansiosa por ouvir, boas notícias perguntou:-
A é, como ele está passando?
Minha cunhadinha, tão amadinha.
Desceu ao inferno numa fração de segundos, 
voltou num rabo de foguete.
E não podendo mentir, respondeu, ele morreu...
Tentando consertar a merda, gagueja, não.. mas...
existem vários tipos da doença, nem todas são fatais.
Não tinha como remendar ou remediar, estava feito.
Quando ela me contou, mesmo o assunto sendo triste,
eu ralei de tanto rir.
E estou rachando o bico agora...
Esse sim, foi um fora e tanto.

A Tathi ainda era criancinha, íamos sempre numa lojinha 

comprar coisas de papelaria; papel para cartas,
(daqueles todo estampadinho que as meninas colecionavam),
canetinhas, lapis, borrachinhas, e tantas coisinhas mais.
A dona da loja, nos recebia com um sorriso.
Ela vestia uma linda bata azul turquesa,
mostrando uma barriguinha. Soltei minhas pérolas:-
Pra quando é o neném?????,
ETA bocão!
Ela me olhou, passou a mão na barriga, e disse:-
não estou grávida, devo ter engordado um pouco.
Tentei consertar.
“Imagine,você não está gorda, estou brincando, é a bata, agora é moda...
É linda a sua bata, está na moda...todo mundo está usando...
Adoro a cor o modelo, é mesmo linda!
Foi um horror, quanto mais eu tentava corrigir, pior ficava.
Conclusão, tivemos que encontrar outra papelaria.
Depois daquele carão, ( e do meu bocão)
fiquei um bom tempo sem voltar àquela lojinha...

Outro "fora" comum:

Encontramos um velho amigo, que a tempos não víamos.
Oi João (Pedro, Antônio, Mário, José, Pedro)
Bom te ver, quanto tempo! Voce está muito bem.
Olha só que linda moça, sua filha Patrícia está crescida.
(ou Vanessa, Bruna, Marcela).
O amigo te responde, minha filha mora no Canadá.
Deixa eu te apresentar minha namorada Valquíria.
Oi Valquiria, prazer em conhecer.... (Sorriso amarelo).
Se o encontro foi na rua: foi bom te encontrar, tchau e  beijos....
Mas se o encontro foi na casa de um amigo, numa festa,
ou velório. A coisa pega.... Melhor sair a francesa.
Achar outro grupinho pro bate papo,
e de preferência de ficar de boquinha bem fechada.

De tudo isso aprendi uma coisa.
Sabe aquela colega, chata, intragável, insuportável, falsa, etc.
Se ela fica um pouquinho acima do peso,
vou logo perguntando, com a cara mais inocente do mundo.
Pra quando é o neném? 
Adooooooro fazer isso, é minha maldade preferida.