25 de out. de 2011

NO MUNDO DA LUA


Tem gente que num sei... Eu sou assim, faço cada coisa!
Ser desligada tem limite.

Gostou da minha roupa nova? Não me pergunte onde comprei.
Se a loja era na Glicério ou na Benjamim, tenho a resposta na ponta da língua.
Aquelas lojinhas numa das travessas entre as Ruas Glicério e a Benjamin.
Aí F deu, me enrosco, não sei explicar.
Sou aquele tipo de pessoa que vai num mesmo lugar 100 mil vezes de carro, lógico vou sempre de carona, pois é... Não consigo ir sozinha nem a pau, só se tiver um mapa muito bem explicado e desenhado, de preferência em cores.

Não me pergunte quanto custa um litro de leite, um quilo de açúcar, arroz feijão.
Num sei mesmo, só sei o quanto gasto por mês no supermercado e açougue. 
Enfim cada um com seus problemas.

Um dia fui ao Banco Itaú para falar com a gerente, a Tathi foi comigo.
Fui dizendo para a atendente:-
Por favor, a gerente Maria. Não havia nenhuma Gerente Maria, naquela agencia.
Eu ainda insisti, como? havia falado com ela por fone...
Antes de terminar a frase olhei a minha volta e percebi que estava no Banco do Brasil, agradeci, larguei a Tathi pra traz e a atendente falando sozinha.
Com que cara eu ia dizer que entrei no banco errado.
A moça me chamou, a Tathi tentou me segurar, (olha mãe a moça ta te chamando).
Puxei a Tathi, saí apressada do Banco do Brasil.
Dei uns vinte passos na calçada á esquerda, finalmente entrei no Bco Itaú.
Eu, rachando o bico com a minha confusão. E a Tathi muiito P da vida.

Trabalhava em São Bernardo, sempre conseguia carona para voltar a Suzano.
Uma loja de veículos, pertinho da Volkswagen, (muito longe da minha casa).
Conhecia uns trocentos motoristas, no vai e vem de carros Suzano / São Bernardo.
Era ótimo, sempre tinha uma carona.
Um dia de muita chuva, estava no ponto do ônibus, chovia de pencas, parou um carro e o motorista perguntou, vamos? Abri a porta e fui... me F di.
Olhei o motorista, nunca na minha vida tinha visto aque homem.
Até que o danado era bem bonitinho.  
Senti medo, vergonha. Não sabia se saia ou se ficava no carro.
Desconforto, suei frio, desculpei-me por te-lo confundido com outra pessoa, culpei a chuva forte e a minha miopia. Falei tanto e tanto me desculpando, me explicando. 
Alívio! O homem me tranqüilizou, dizendo oferecer carona sem nenhuma maldade ou má intenção. Foi gentil e me deixou na rodoviária.
Chegando a minha casa contei a trapalhada do dia, (além de desligada sou linguaruda).
Devia ter guardado segredo, Tathi e Cley me alugaram por um bom tempo.
E  é lógico não perderam a oportunidade, espalharam a estória.
Acho que aquele homem morreu de rir de mim por um tempão...


Ando com a cabeça nas nuvens, não sei dizer quantas vezes já caí na rua.
Até já acostumei. Caio em buraco na calçada, tropeço em rampinha no supermercado, trombo com balança na farmácia. Sempre acabo no chão e de quatro.
A primeira vez não sabia se ria ou chorava.
Depois de tantos micos fui me acostumando.
Tenho um truque infalível, mesmo quando não me machuco.
levanto, faço uma cara de “doeu muito” e saio mancando.
Assim as pessoas ficam com dó e não riem tanto de mim.

Mais um pequeno detalhe da minha rica personalidade.
Se você for apresentado a mim, seu nome for João e eu o chamar de Pedro.
Não tenha falsas esperanças, vou te chamar de Pedro pelo resto da vida.

Tenho uma memória incrível, lembro detalhes que nem eu mesma acredito.
Mais para equilibrar a balança.
Sou desligada até e limite do que é possível ser desligada.

15 de out. de 2011

DONA JULIETA

Desfile de 14 de Outubro 1961 Ferraz de Vasconcelos
Eunice do Nascimento 2º ano primário -   assim está escrito no verso da foto.
sou  a 7ª da fila, (o maior laço branco de fita nos cabelos)


         Revirando a memória, para encontrar um professor muito especial.
         Lembro uma professora mais que especial, Dona Julieta Andere.
Eu, aluna repetente, grande preocupação, a quarta série seria mais difícil.
Repetente da terceira série, consegui passar para quarta ...
Raspando, mas passei. 
Conseguiria a franzina Eunice ser aprovada na quarta série ?
Finalmente ir para o Ginásio?
Pobre aluna (ainda era Eunice), mais tarde e até hoje conhecida por Nice.

Pobre de mim, desanimada com os estudos (preguiçosa),
tentava me ligar mais nas aulas,  tinha tantas coisas importantes pra pensar,
estudar... nadica de nada.
Minha mãe acertou com a Dona Julieta aulas de reforço.
E lá fui eu, nem podia arrumar desculpa para não  ir as aulas,
Dona Julieta, morava em frente a loja da minha mãe.
Não tendo saída ou desculpas, fui.
Chegando vi outros três ou quatro colegas, choque!
Eram os piores alunos da classe.
Percebi, eu também era uma das piores alunas da classe.

Dona Julieta, nos recebia em sua linda sala, e usávamos a  mesa de jantar.
Olhávamos encantados aquela sala, era linda ! parecia enorme!
Não sei por quanto tempo fizemos aquela aula de reforço.
Não sei se nossos pais pagavam por elas.
Ser recebido na casa da Professora Julieta,
sentar  à mesa dela com nossos lápis e cadernos, rever a matéria.
Sentir sobre nós aquele olhar carinhoso.
Lembro com nó na garganta, nós os "piores alunos",
éramos muito especiais para ela.
Recebia-nos na varandinha de sua casa, seu porte elegante,
Os olhos que se apertavam em razão do seu sorriso.
Era tida como professora enérgica, e o era.
Aquele tipo de pessoa que só de você olhar sabe,
merece e impõe nosso respeito.
Ao fim da aula tinha sempre algo para nós, um biscoito uma bala.
As aulas de reforço resolveram, conseguimos "passar de ano",
era assim que se falava naquele tempo.
Aprendemos além da matéria escolar.
Que era possível! Sempre é possível.

Passados tantos anos, Dona Julieta foi lembrada hoje, dia do mestre.
Eu a vi a cerca de quatro anos na imobiliária onde trabalho.
Fiz o máximo para não pagar o maior mico.
Eu a abracei e chorei quando ela me reconheceu.
E adorei quando ela disse meu nome: Eunice.
Naquele momento voltei a ser a menina miúda do primário.


Meu carinho especial para meus Mestres
F.Vasconcelos:
Nair Andere (terceira série)
Julieta Andere, (quarta série)
Prof. Dionízio quinta serie preparatoria para o ginásio.
Municipal de Poa):
Dr. Carlos (ciências)
Afonso (matemática)
Maíra (geografia)
Dr. Mana (português)
Vilela (geografia)
Toninho (matemática)
Janete (matemática)
Geraldo (matemática)
Carlos (desenho geométrico)
Elias (português)
Walter (historia)
José (musica)
Míriam (musica)
Joaquim (geografia).
bjs aos professores da família, Cleise, Valter e Kelzinha.

6 de out. de 2011

BRUNA NO ROCK IN RIO

                  
                                      Bruna, pagou ingresso com cartão de credito, pagou onibus em 4 parcelas também no cartão. (com um ano de antecedencia).  Finalmente chegou o grande dia, Bruna pela 1ª vez no ROCK IN RIO, foi de BUSÃO FRETADO, ia de avião, resolveu ir de bus pra se enturmar e ir direto pra cidade do rock.   Chegou lá com 2 horas de atraso. A lista dos passageiros com numeros de documentos errados.
RED HOT CHILI PEPPERS. 
ela se acabou "foi bom de mais", curtiu, pulou, amou, gritou PQP. 
                   Segunda-feira tava muito acabada, (o show foi sábado), com muito esforço e reza, foi trabalhar.
Toda galera queria saber como foi;  gente jovem como ela, gente não tão jovem como eu, (no fundo todo mundo pensava, "eu também, queria estar la"). Quem sabe a Bruna um dia me leva rsrsrsrsrsrsrsrrs.
                  Passou uma semana, e de novo, novamente, outra vez, lá se foi a nossa grande heroína:
Rock in Rio (até escuto a vinhetinha da globo rock innnn riôôô).
Domingo o ponto alto era  o Axl Rose, tava tudo perfeito, conseguiu até folga na 2ª feira.Diga-se de passagem e disfarçadamente:
                  A chefe e a patroa dela são expetacularmente gente boa :)  
                 E nois, pobres mortais, segunda feira trabalhando, esperando chegar terça-feira, pra Bruna contar tudinho.  Queríamos saber todos os detalhes. Ela chegou acabadíssima, e foi logo contando tudo.
(estranhamente falante sem aquele mal humor matutino costumeiro)

Vou começar pelo fim, depois volto e tento ordenar:
Chegaria em Suzano de volta  pelas 14,00hs da segunda feira,
chegou as 21,00hs...
1 - O onibus saiu de SAMPA.com uma hora de atraso.
2 - Corrigindo, foi contratado onibus
      na real vieram 2 MICRO ONIBUS E 1 VAN. (não tinha banheiro)
3 - Na estrada o motorista, cochilava ao volante, e a turma só entupindo ele de bala, chocolate, bolacha, pra impedir o veio de pegar no sono.
4 - O pneu furou, os caras deram uma gambiarra, pra continuar .
     (acho que colaram com chiclete).
5 - Chegaram na Barra da Tijuca -  Rio com 3 horas de atraso.
6 - Na verdade não se sabe ao certo se ali era mesmo Barra da Tijuca, pois o motorista, largou a turma, apontou a direção, e mandou a galera andar, andaram mais ou menos 2 km. 
7 - Ponto de encontro na volta, no mesmo lugar, a turma devia ligar pro celular dele (o motorista) quando acabasse, para ele pegar a turma ali naquele descampado, e tome chuva.
8 - Chegaram, cansados,  mas não sabem como, conseguiram um lugar bom, bem pertinho do palco,
( a turma que estava a mais de quatro horas esperando, foi embora).  rsrsrsrsrsrsr
e tome chuva!  
9 - Quando o AXL apareceu no palco, acharam que era a mãe dele ou uma tia, "ele tá gordo, acabado, cheio de botox,  já não canta mais nada". e tome chuva. uma bosta!. e tome coral cantando P. Q. P.
pausa.......... pensam que acabou a Odisseia de "Bruna a heroína" e sua galera? não !  tem mais, muito mais.
10- Voltar p/SAMPA, andar mais 2 kilometros até a van, ensopados até o C.
11- O pneu "consertado", explodiu de vez, foi roda direto no chão mesmo.
12- Mais uma parada de uma hora, para resolver o problema do pneu (o chiclete não tinha dado certo)
13- De volta, a Van tava na marcha lenta, menos mal, já pensou de fosse marcha a ré?
14- Não sei se antes ou depois do pneu estourar, o motorista, se perdeu para achar o caminho de volta
( no RIO pegar uma saída para SAMPA).
15-  A Bru dormiu, e babou, umas 2 horas, acordou em São Miguel Paulista, isso mesmo São Miguel!
 (como?  o destino era Barra funda),  A VAN ESTAVA SEM FREIO.!!!
Não preciso nem contar; a quantidade de pai, mãe, irmã, irmão, tio, tia, sobrinho, cachorro e papagaio.
Todo mundo aflito e descabelado, esperando a galera.
Celular sem bateria, celular sem celular (perderam ou roubaram ).

Todos chegaram bem, Bruna e Bia ( êpa ! dá nome pra dupla sertanojo),
pegaram uma van de linha em São Miguel, até  Calmon Viana,
e de Calmon para Suzano (trem) e de Suzano (mais BUS para o Jd. Belem).

Bru, se usar esse material na ação judicial contra a empresa de transportes, quero 10% :)

Na verdade não se pode ter certeza de que todos chegaram bem.
A Bru comentou que percebeu alguém ligando pro motorista dela, procurando por um passageiro.
Será que alguém ficou lá esquecido na Barra da Tijuca. ?????

Vale registrar, que a Bru curtiu demais
SOAD  e  RED HOT CHILE PEPPERS. valeu!
Foi uma grande aventura. Coisa pra contar pros filhos, pros netos.
Mas dou um conselho pra não enfraquecer  amizade.
Quando estiver com a Bru, não toque nesses dois nomes:
AXL  e  CLAUDIA LEITE  :)

A Bruna não confirmou, mas uma fonte confiável me disse:
ela esta de mochila pronta pra ir ver o Justin Biebber neste fim de semana.


2 de out. de 2011

A FESTA SURPRESA E STEVIE WONDER

       

Num 25 de março de (não lembro o ano), niver do Cley.
A cada niver alguem sempre pergunta: tem festa surpresa?
Não dá pra fazer festa surpresa, sempre comemoramos "os niver".
Naquele dia, eu queria fazer duas surpresas pro Cley,
 1:   Nossa amiga e mana Mara viria.
 2:  O Edão traria alguns colegas do trabalho.
Festa preparada, eu muito anciosa.
Mara chegou, vestia uma roupa, muito usada na Costa do Marfim.
Esta não é a Mara,  é uma ilustração que peguei c/ o Sr. Google.__ 
A chegada da Mara foi uma grande surpresa pro Cley, ela estava na Africa, hoje esta em Sarajevo.   Os colegas chegaram todos juntos. A festa foi ótima; amigos, irmãos, sobrinhos, colegas.
Tinha genta pra ca........ramba.
Tudo que tem em festa de niver, bolo, salgado, bebida, presentes.
A lembrança mais forte que tenho desse dia foi quando tocou I Just Called To say I love you, do nada todo mundo levantou e cantou junto, o Cley imitando o Stevie, balançado a cabeça pra lá e pra cá, marcando o compasso da musica, dedilhando um piano imaginário. (sem querer rimar foi hilário).
Um momento mágico, emocionante, todos cantando e dançando ao som de Stevie Wonder.  Uma espécie de celebração, pois todos ali realmente amavam e admiravam o Cley.
Todos sabiam cantar aquela canção.  
A festa foi ótima........ muitas saudades.

Se onde o Cley esta tivesse telefone (se tiver telefone não sei o número).
eu ia ligar so pra dizer TIAMO.

 ps - a festa não foi surpresa, um colega de nome Santos, (portugues, ora pois pois), apos o trabalho se despediu do Cley   assim   "ATÉ A NOITE NA SUA FESTA" pooooooooode?

30 de set. de 2011

MULHERES QUE PASSARAM PELA MINHA VIDA

Dia da Secretária, Lembrei todas as secretárias do lar, que  passaram pela minha vida.
         
Dona Conceição, mulher magra alta, apesar da idade, era uma mulher linda, parecia aquelas atrizes do cinema mudo. Quando a mãe precisava, ela ficava com a gente, (gente aqui é = eu e minhas duas irmãs). A casa dela era gostosa, com um pequeno quintal onde tinha de tudo; pé de café, horta, balanço pra gente brincar. Tinha também o Seu João, espanhol. Nos ensinou que sopa a gente toma acompanhado de um pãozinho. Era bom ficar naquela casa com aquele casal tão amado, e ser sempre tão bem cuidado.
Dona Ana (falávamos DONANA), mulher grande de traços fortes, pele clarinha sempre rosada, solteira sem filhos, tinha um irmão caçula, Rafael a quem ela amava e cuidava como fosse seu filho. Donana transferia para nós toda sua capacidade de amar. Foi ela quem nos levou, (eu e minhas irmãs), ao circo pela primeira, e muitas outras vezes, cirquinhos mambembe, era o máximo! Adorávamos suas histórias de assombração, morríamos de medo, mas era uma delicia!  

             Vó Joana, mulher miúda, bem negra, usava roupas brancas impecavelmente limpas, fosse verão ou inverno, não dispensava  as meias brancas. Até hoje penso: será que ela parecia mais negra por só usar  roupas brancas. Ou as roupas pareciam mais brancas por ela ser negra. Ela era linda! Apesar do avançado da idade, tinha a pele lisa não se via uma ruga. Os cabelos, não sei que cor eram, um lenço  os cobria sem mostrar um fiozinho que fosse. Quando ela veio pra nossa casa, já éramos grandinhas, e ela bem velhinha, não aguentava muito o tranco do serviço doméstico. Mas como boa mineira cozinhava que era uma coisa. Minha mãe ficava doida, a vó Joana nos mimava demais. Era bom demais.
             Tia Inha, uns tempos nossa Tia, irmã da minha mãe, ficava em casa e “cuidava” da gente, Ela 10 anos mais velha que eu, quando ”cuidava”  de nós era uma mocinha de 16 ou 17 anos.  Era o paraíso; buscava a gente no colégio e comprava um montão de sorvetes, fazia brigadeiro e a gente se acabava. Pudim de leite moça, hummmmmm. Sem contar que era (e ainda é) o carinho em forma de pessoa.
            Dona Maria Gomes, nos ajudava quando já éramos “mocinhas”, nessa época eu trabalhava e estudava, e a Dona Maria muito nos ajudava, principalmente na faxina pesada. Era jovem, mãe de quatro filhos, um sorriso tão bonito, era impossível não admirar, aquela jovem mãe, vivendo com tanta dificuldade, tão trabalhadeira, tão alegre. Depois que eu e o Cley nos casamos, ela ia no nosso AP, a dava a maior força na faxina e ainda fazia um frango no forno com maionese e parmesão ralado, que muitas vezes tentei fazer. Nunca ficou igual.
Muitas mulheres passaram pela minha vida; na casa dos meus pais e depois na minha casa. Tantas especiais, ainda hoje me emociono ao lembrar, ficaram por um tempo, participaram das nossas vidas e depois foram embora....
 Um recado para Sueli (shueli), hoje não falei de voce, quando tiver passado pela minha vida, conto uma historinha..
(A Shueli cuida da minha casa, queria todos os dias, só da pra $ pagar uma vez por semana,)

23 de set. de 2011

ORATORIO



Na minha infância, meus pais eram evangélicos (uma doutrina muito rígida), até para a década de 60. Era proibido, cortar os cabelos, usar maquiagem, ter imagens de santos, beber, fumar, sexo antes do casamento e por aí vai uma lista enorme.                                            Muito me incomodava, ver as mulheres com seus cabelos enormes, (chegavam até a bunda),  pernas cabeludas cobertas por saias enormes, e o pedaço que se via de perna, era coberto  pela penugem amassada pela meia fina de nylon, (uma visão do inferno). Por sorte minha mãe dava um jeitinho, para que o nossos cabelos não passassem da altura dos ombros, também aprendemos usar “Gilette”, muitas  vezes resultava em alguns cortinhos.
Passando da infância para a adolescência, (anos 70), Aí era dureza...  Todas as meninas do colégio usavam saias (azul marinho pregueada) três dedos acima dos joelhos, eu e minhas irmãs (as de sangue e as da igreja) usávamos nossas saias quatro dedos “abaixo dos joelhos”. Tínhamos uma técnica especial, assim que saíamos do alcance dos olhos de nosso pai (pai aqui da terra), enrolávamos duas ou três vezes o coz (cintura) da saia e como num milagre de Deus, as saias encurtavam, a técnica era boa, mas tínhamos que ficar atentas, para  parte da cintura não desenrolar e a saia ficar  torta.  
 Todo esse papo, para falar do assunto religião. Eu detestava ser evangélica, aquela doutrina rígida, conflitava muito com minha alma livre. Lembro que nosso colégio era vizinho da igreja católica da cidade, em dias de provas e exames todos iam a igreja rezar. Eu também ia, não sabia rezar o Pai Nosso nem a ave – Maria, era meio estranho tantas imagens, que para mim pareciam gigantescas. Mas eu me sentia bem, era bem mais católica que evangélica.
 Com o Cley, conheci outra igreja, aos 23 anos me tornei Lutherana, igreja evangélica, (por ser a primeira a se separar da Igreja católica), tinha um grande diferencial das igrejas evangélicas que eu conhecia. E algumas semelhanças com a Católica (que tanto me encantava). 
Nada mais era proibido, podia tomar minha cervejinha, ir ao cinema, ter TV em casa, usar mini saia, dançar. Enfim, tudo que faz bem e nos deixa feliz.    
Nos períodos de grande tristeza, ao enfrentar problemas (momentos pelos quais todos nós passamos, mais dia menos dia). A oração apenas não me bastava, era muito Pai Nosso muita Ave Maria, e ainda faltava algo; acendia  vela,  levava comigo um tercinho.
Me sentia “culpada”, parecia que meu pai o Sr. Joaquim me olhava e censurava, e todos os Lutheranos do mundo também. Conversando com minha cunhada – irmã (ela é catequista, esposa e mãe de Pastor), Ela disse: muitas vezes, principalmente em momentos de grande sofrimento, sentimos que só a nossa Fé não é o bastante, precisamos de algo   paupável, Isso tranqüilizou meu coração Lutherano  (com um pedacinho católico).
A algum tempo tenho em  casa, junto a foto do Cley (lutherano e foi coroinha quando criança)meu  “tercinho”,  tão delicado e discreto com aquele pequenino crucifixo pendurado.
Ontem coloquei um oratório, (sem culpa nenhuma),
é a parte da minha Fé que posso ver.  
Um lugar para todas as manhãs  pedir
a "Deus que me acompanhe, e me cuide". 
O oratório da foto foi pintado pela Karen Lee,
uma jovem artesã, que a meu pedido,
o fez como os do norte e nordeste, em cores fortes e vibrantes.

7 de set. de 2011

Dr. SOCRATES "MAGRAO"

                                               
O Dr. Sócrates esta doente.
Tathi comenta ficar mais triste, o “Dr”. faz lembrar o Cley,  a semelhança não é tão grande,  mas o tipo físico, altura, cabelos e barba, realmente lembra muito o Cley.

Quando já se passou por intermináveis idas e vindas,a tantos hospitais. quando se lutou durante anos contra uma doença. A lembrança dos dias de grandes esperanças, dias de medo e grandes frustrações é uma constante.
Passar por tudo isso, nos faz mais sensíveis a essas notícias.
Impossível não ficar com meu coração apertado. O Dr. Está doente, novamente hospitalizado.   

Craque da bola, jogador elegante, Cidadão articulado e politizado, realmente um cara bom de bola, bom mesmo! Suas jogadas elegantes, marcava gol de cabeça, de falta, e a elegante jogada de calcanhar. A sua maneira de comemorar um gol frustrava qualquer torcedor apaixonado, comedido, levantava o braço bem acima da cabeça, (nem um salto, nem uma corridinha, nem uma dança) enfim, assim era Sócrates no campo.  
Grande defeito JOGOU MUITO NO CORINTHIANS.
Ainda bem que seu maravilhoso Irmão Raí (a quem ele se refere como o pivete), também jogou MUIIIIIIIIIITO. . . .no  SÃO PAULO).
O “Magrão” jogou no (não vou citar de novo aquele time alvo e negro), e finalmente Flamengo e Santos, onde encerrou a carreira.  
O Dr. Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, cidadão brasileiro da maior qualidade, ativista constante nas campanhas pelas “DIRETAS JÁ”. / Um dos idealizadores da Democracia Corinthiana.
Quem não o viu jogar, procure por VTs, vale a pena ver.
Vejo algumas semelhanças entre Cley e Socrates,
O Cley também jogava muiiito  (futsal), era magrão, politizado, cabeludo, barbudo, narigudo, comedido nos seus gestos e muito  elegante. 
Também chegadinho num mé
Mé = cachacinha, cervejinha, gorozinho, etc.
Para o “doutor” Magrão, Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira, o  meu coração apertadinho.  Saúde Dr.
Informações pessoais
Nome completo
Sócrates Brasileiro Sampaio
de Souza Vieira de Oliveira
Data de nasc.
19 de fevereiro de 1954 (57 anos)
Local de nasc.
Altura
1,91 m 85 Kg
Apelido
Calcanhar de Ouro
Doutor Sócrates
Magrão
Informações profissionais
Posição
Clubes profissionais
Anos
Clubes
Jogos (golos)
 ?? (101)
297 (172)
25 (6)
25 (6)
23 (7)
0 (0)
1 (0)
Seleção nacional

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira (Belém, 19 de fevereiro de 1954), o Doutor Sócrates, Doutor, Magrão, mais conhecido como Sócrates, foi um dos melhores jogadores de futebol do Brasil e um dos maiores ídolos do Corinthians ao lado de Luisinho, Cláudio, Roberto Rivellino, Neto, Marcelinho Carioca dentre outros. É irmão de Raí, outro famoso futebolista. Hoje exerce a medicina, além de ser articulista da revista CartaCapital e comentarista do programa Cartão Verde da TV Cultura.

18 de ago. de 2011

BANQUINHO e MOCHINHO












 Curto muito decoração, mais odeio de casas iguais as das  revistas; (confesso  tiro  idéias da revista casa e jardim). Meu negócio é inventar  coisas, aproveitar peças velhas (antiguidade não, pois custam muito caro).  Comprei dois banquinhos, um pedaço de “chitão”, um retalho de manta acrílica; com ajuda meu parceiro  grampeador, (corta aqui, dobra ali, muito grampo, e algumas bolhas mão). Prontinho! Dois banquinhos bem “simpáticos”.   
            Isso me fez lembrar uma historia de banquinhos, “mochinho” como dizem os gaúchos, era um velho  mochinho largado no quintal, bem  acabadinho o coitado. No carão pedi o desprezado banquinho, pra minha mana  Cleise; a idéia era eu fazer uma mesinha.  
            Não posso ver uma peça de madeira largada num canto, já começo imaginar o que posso fazer para aproveitar.  Ganhei o mochinho feio. Não importava o quão acabado ele estava,  era só eu lixar bem, ia ficar muito legal.
Meu querido sobrinho Felipe, naquela época tinha mais ou menos sete anos, e seu amigo inseparável  Rodrigo, logo se prontificaram a lixar o banquinho para a “Tia Nice”, e os dois meninos trabalharam duro, lixando cada cantinho, e pouco tempo depois me entregaram o banquinho, (orgulhosos pelo trabalho feito). Ficou perfeito! Clarinho, sem uma pintinha que fosse do verniz antigo.  Apliquei extrato de nogueira, um tabuleiro de xadrez virou o tampo para a mesinha. Eu adorei o resultado final. 
Quando me mudei para um AP menor, me desfiz de muitas coisas, mas a minha mesinha / mochinho. Está lá, num cantinho especial. Assim como estão no meu coração, num lugar muito especial, o meu querido Felipe e seu fiel escudeiro Rodrigo.  Não preciso olhar aquele banquinho para me lembrar deles. Mas olhando aquele mochinho que virou mesinha, fico muito emocionada com a lembrança daqueles dias, quando os meninos me entregaram o trabalho feito, ainda posso ver seus olhos brilhantes, cara de gente orgulhosa pelo bom trabalho realizado.   Penso com certa tristeza e muitas saudades dos meus sobrinhos- crianças.  Quando os nossos pequenos crescem, e vão para longe, sentimos saudades de vê-los crianças 
Saudades por não conviver com os homens que eles são hoje, tendo suas vidas tão longe de nós.
Muitas saudades dos nossos meninos,
Muito orgulho homens que se tornaram.

Meu amor  aos meus sobrinhos, (eric, margos, kel, Jô, valtinho, livia e biel).
Hoje especialmente meu amor e admiração ao Lipe.
Pela sua coragem e superação.  Saudade diária e meu amor eterno.